Blog da Folhinha

Um espaço de interação com a criança

 

No palco

Festa do teatro infantil

"A Odisseia de Arlequino", o melhor espetáculo infantil de 2010

Segunda à noite foi dia de festa (e das mais animadas) no teatro infantil. Diretores, dramaturgos (aqueles que escrevem as histórias das peças), atores, iluminadores e figurinistas (fazem o figurino, as roupas), entre outros profissionais, estavam reunidos no HSBC, em São Paulo, para a premiação dos melhores de 2009 no Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem.

Teve até banda no palco: o pessoal da Escalafobética  foi desafiado a cantar e tocar uma música para cada uma das categorias premiadas - por exemplo, a melhor atriz e o melhor diretor.

No ano passado, muitos espetáculos bons estrearam na cidade. Por isso a "briga" para escolher os melhores foi boa. Alguns destaques foram "Buuu! A Casa do Bichão" (As Meninas do Conto), "Filhotes da Amazônia" (Pia Fraus), "A Bruxinha Atrapalhada" (Marcia Abujamra), "Alice" (Le Plat du Jour) e "Pinóquio" (Le Plat du Jour, com a produção de Cintia Abravanel).

"Buuu! A Casa do Bichão", de As Meninas do Conto

Mas, entre os infantis, foi o ano de "A Odisseia de Arlequino", da Cia. da Revista. Dirigida por Kleber Montanheiro e com o texto de Marília Toledo, o grupo fechou com chave de ouro a trilogia Clássicos para Menores (não gosto muito do nome, já que "menores" é um termo pejorativo nas muitas lutas da infância). Mas o trabalho da companhia vem num crescente e mostrou-se impecável em 2009.

O elenco é primoroso (vamos dizer: "demais"). Veridiana Toledo, que ganhou o prêmio de melhor atriz, mereceu mesmo a premiação com seu Arlequino "meio nordestino" inesquecível.

Eles têm um teatro - o Miniteatro - na praça Roosvelt, 108, na região central de SP. Tomara que logo o espetáculo volte ao cartaz. E que venha mais uma trilogia do grupo!

Confira a lista dos vencedores abaixo:

MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL

“A Odisseia de Arlequino”

MELHOR ESPETÁCULO JOVEM

“O Colecionador de Crepúsculos”

AUTOR DE TEXTO ORIGINAL

Ilo Krugli – “O Mistério do Fundo do Pote”

AUTOR DE TEXTO ADAPTADO

Amauri Falseti – “Com o Rei na Barriga”

DIRETOR

Kleber Montanheiro – “A Odisseia de Arlequino”

CENÓGRAFO

Marcia Abujamra e Marco Lima – “A Bruxinha Atrapalhada”

FIGURINO

J.C.Serroni e Telumi Hellen – “O Colecionador de Crepúsculos”

ILUMINAÇÃO

Davi de Brito e Vânia Jaconis – “O Colecionador de Crepúsculos”

MÚSICA ORIGINALMENTE COMPOSTA

André Abujamra – “A Bruxinha Atrapalhada”

TRILHA SONORA

Marcelo Gianini -  “Esperando Gordô”

ATOR

Rodrigo Mercadante – “O Mistério do Fundo do Pote” 

ATOR COADJUVANTE

Giovani Tozi -  “O Colecionador de Crepúsculos”

ATRIZ

Veridiana Toledo – “A Odisseia de Arlequino”

ATRIZ COADJUVANTE

Greta Antoine – “A Odisseia de Arlequino”

REVELAÇÃO

Ivan Ribeiro – autor – “ A Incrível Batalha pelo Tesouro de Laduê”

CATEGORIA ESPECIAL

Beto Lima (in memorian), Dino Soto e Sidnei Caria – pela criação dos bonecos – “Filhotes da Amazônia”

PRODUÇÃO

Solução Arte Produções Artísticas e Culturais – “A Tragédia de Romeu e Julieta”

 

 

Escrito por Gabriela Romeu às 05h17

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A turma do Tiquequê

Isabel, Angelo, Wem e Diana, que fazem música desde crianças

No espetáculo “Tu Toca o Quê?”, Diana, Isabel, Wem e Angelo arrancam aplausos das crianças (e seus pais) a cada música. Eles formam o quarteto do Tiquequê, grupo que mistura música, dança e contação de histórias e está em cartaz no teatro Alfa, em São Paulo.

Na Folhinha de sábado (17/4), você conhece algumas brincadeiras que essa trupe faz no palco. Aqui já dá para ler um bate-papo que tive com eles por e-mail.

Há vários instrumentos que vocês criaram para o espetáculo. Pode falar um pouco sobre eles, que sons fazem e de que são feitos?
Além dos instrumentos tradicionais como o violão, o cavaquinho e a escaleta, utilizamos um ganzá (tipo de chocalho), que fizemos com potinhos de Yakult, matracas feitas com caixinhas de CD, e um agogô, feito com coquinhos  mas este último não fomos nós que criamos... Na música “Prato Fundo”, nós fizemos um avental com diversos utensílios de cozinha pendurados, e que, além do efeito visual, é usado como percussão. Além disso, na coreografia criada para a música “Cultura”, batucamos em latões de lixo.

Vocês faziam muita música na infância? Podem contar um pouco algumas dessas histórias?
Diana:
Quando eu era bem pequenininha, antes dos cinco anos, brincava de inventar cantigas que falavam dos elementos do meu mundo: gelatina, geladeira, mamãe... Um pouco mais crescida, percebi que eu gostava de palco! Fiz aulas de teatro e, nas peças da escola, sempre me dispunha a interpretar os papéis centrais. Na adolescência esse gosto se concretizou em trabalho profissional; primeiro com atuações nos shows da Palavra Cantada, com meu tio Paulo [Tatit], depois em um projeto social coordenado pelos Doutores da Alegria, e enfim com o Coro das Primas, grupo com o qual montei o espetáculo “Pindorama”. Foi em 2000, com o fim deste grupo, que eu, a Bel e a Tati (minhas primas) resolvemos montar o Tiquequê.

Bel: Quase todos da minha família são artistas. Meus tios, meu pai, meu irmão e até minha mãe é um pouco artista. Desde pequena, eu e minhas primas (entre elas a Diana!), inventávamos coreografias, números teatrais e músicais para apresentarmos nas festas de família. Eu acho que minha vontade de brincar com a música vem desde esses tempos! Dos dez aos 15 anos, participei das gravações de CDs e dos shows do selo de música infantil Palavra Cantada. Já toquei um pouco de flauta transversal e fiz aulas de canto também.

Wem: Lá em casa tinha um quartinho de entulho. Nele ficava tudo que ninguém usava, mas gostaria de usar: pá, parafuso, arame, bola, rato, resto de cimento etc... Um dia eu entrei lá, como sempre fazia, e descobri a música!!! Isso mesmo: com um conduíte elétrico e um funil, fiz meu “funilfone”. Meu pai viu que a barulheira era séria, e tratou de me colocar na Banda Lyra, pra aprender saxofone! Lá iniciei na música de maneira formal. Aos 11 anos, formei meu primeiro grupo; chamava Mosca Branca, e eu tocava guitarra e cantava. Aos 15, fui morar na França, e o remédio pra saudade foi começar a compor canções... Há três tive o presente de entrar no Tiquequê, grupo que me inspira e me orgulha!

Angelo: Tenho uma forte lembrança de quando comecei a estudar música, num pequeno conservatório do meu bairro. Eu tinha nove anos e, na minha primeira apresentação, resolvi tocar o tema do Ayrton Senna no teclado. Minha professora ficou muito orgulhosa, porque era um desafio, uma música difícil. Acontece que eu queria muito tocar aquela música e, de tanto querer, fiquei tão nervoso que não consegui tocar quase nem uma nota! Mas, para minha surpresa, todos começaram a aplaudir. Aí eu relaxei e consegui tocar, finalmente. Continuei estudando teclado e, depois, descobri o violão, que é hoje uma grande paixão.

Quais outras dicas que vocês podem dar para as crianças brincarem de música?
É muito legal experimentar livremente inventar músicas, pensando em letras que tenham sentido, que contem histórias ou até letras malucas mesmo! É só ir cantarolando uma melodia que venha na cabeça e depois ir encaixando palavras que combinem com aquele ritmo. Um bom exercício é pegar uma música que já se conhece e trocar as palavras, fazendo uma espécie de paródia. Mas quem quiser se aprofundar mesmo saiba que também é preciso concentração, treino, ensaios... Seja para tocar um instrumento, para realizar uma coreografia ou para memorizar uma história. Mas é um esforço que traz grande recompensa: na hora em que você vê que conseguiu, dá a maior alegria!

Vocês estão compondo novas canções? Qual é a ‘brincadeira‘ de compor para crianças?
Neste show, há quatro composições nossas: “Trava-língua” e “Quero começar” são do Wem; “O Gigante” é do Angelo; a adaptação de “O Cravo e a Rosa” é da Diana. É muito gostoso compor para crianças! Mas, na verdade, isso não acontece na hora em que a gente quer... É que depende da inspiração, que não tem hora pra acontecer... Às vezes, quando a gente menos espera, surge uma ideia para uma nova música e temos que correr para pegar um lápis ou um gravador e registrá-la, antes que a ideia “escape”! Às vezes, a idéia vem, mas não conseguimos concretizá-la em uma canção completa. Então ela fica lá, guardada... Temos algumas músicas que estão assim, esperando pra sair do forno, ou melhor, da cabeça!


PARA CONFERIR
“Tu Toca o Quê?”
Onde: teatro Alfa (tel. 0/xx/11/5693-4000)
Quando: aos sábados e domingos, às 17h30; até 2/5
Quanto: R$ 24 (criança paga meia)


PARA SE ENROLAR
A música “Tu Toca o Quê?” é um dos momentos bem bacanas do show. Quer encarar o trava-língua?

- Tu toca o quê?
- Toco tambor.
- Só tambor?
- Toco tuba, atabaque, tan-tan, tamborim também, e toco bem.
- Toca com quem?
- Toco com Teco, com Titico e Beto.
- Que Beto, o Beto do boteco?
- Que boteco, no boteco não tem Beto!
- Tem.
- Não tem.
- Tem.
- Não tem.
- Tem, tem, tem!
- Tem a Teca, da boutique.
- Aquela que te tacou um taco na cuca porque te detesta?
- Não foi na cuca, foi na testa!
- Pouco importa onde bateu, o que interesse é que tu tava num batuque, tocando atabaque.

 

Escrito por Gabriela Romeu às 22h15

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Festa no palco

Foto Gil Grossi/Divulgação

"100 + Nem Menos"

Para comemorar o Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude, nada melhor do que...ir ao teatro.

O espaço Itaú Cultural (av. Paulista, 149; tel. 0/xx/11/2168-1776) apresenta uma programação especial que vai até domingo. Todas as atividades são grátis.

Amanhã a festa começa às 19h, com o lançamento do I Catálogo Livre Teatro Infantil (Aeroplano/Funarte) e coquetel com curtas apresentações da Cia. Rodamoinho ("Poesia Andante") e do grupo Caixa de Imagens ("Travessia").

Às 20h acontece um sarau (uma reunião para festejar) para crianças, com trechos de espetáculos bacanas que estiveram em cartaz ano passado:

Teatro da Gioconda (espetáculo "Histórias de Chuva – Gênese"), Cia. da Tribo ("Quixote Caboclo"); Cia. Noz de Teatro ("100 + Nem Menos"); As Meninas do Conto ("Buuuu!! A Casa do Bichão") e Cia. da Revista (Odisséia de Arlequino).

O Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude é comemorado em 80 países no dia 20 de março.

A ideia da data é lembrar como o teatro enriquece a vida de crianças e adolescentes por meio da arte.

Foto Flávio Moraes/Divulgação 

 Buuuu!! A Casa do Bichão

Escrito por Gabriella Mancini às 13h23

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A turma do Charlie Brown

Fotos Caio Gallucci/Divulgação

Snoopy e seu dono Charlie Brown


É possível que você conheça o Snoopy, personagem dos quadrinhos criado por Charles Schulz. Já a turma desse cãozinho não é tão famosa entre as crianças. 

Uma boa maneira de conhecer Charlie Brown, Lucy e cia. é assistir ao musical "Meu Amigo, Charlie Brown", que estreia hoje.

Mas a Folhinha também te ajuda a descobrir essa turma, que seus pais devem conhecer bem:

 
Charlie Brown

 O ator Leandro Luna é quem dá vida ao Charlie Brown, que vive se lamentando porque tudo dá errado com ele! Sua paixão é a Garotinha ruiva, mas só de pensar em falar com ela o Charlie já começa a suar frio. É o dono do cãozinho Snoopy.


Sally Brown

Sally é vivida por Mariana Elisabetsky. A personagem é irmã caçula de Charlie Brown. Ela é falante, preguiçosa, e muito alegre, ao contrário do irmão.


Lino

O ator Thiago Machado está no papel de Lino. Ele está sempre com o pensamento distante, mas com o cobertor bem pertinho.


Lucy

Paula Capovilla empresta sua voz para Lucy, a irmã mais velha de Lino. Lucy não é nada fácil: além de briguenta e mandona, vive infernizando o coitado do Charlie Brown. Ela é apaixonada por Schroeder, mas ele não dá a menor bola para ela.


Schroeder

Felipe Caczan é quem faz o Schroeder, que é fã de Beethoven e toca piano muito bem.  A Lucy não dá sossego para ele. Fala, fala, fala, enquanto ele toca, toca, toca seu piano.


Snoopy

Snoopy é interpretado pelo ator Fred Silveira. O beagle mais famoso dos quadrinhos é muito inteligente. Até dá uma de psicólogo em alguns episódios. Um passarinho amarelo chamado Woodstock é um dos seus melhores amigos.

Para conferir:

"Meu Amigo, Charlie Brown"
Onde: Teatro Frei Caneca (
r. Frei Caneca, 569, 6º andar; tel. 0/xx11/3472-2226)
Quando: sábados e domingos, às 16h. Até 27 de junho
Quanto: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada para estudantes, idosos e para quem levar uma lata de leite em pó)


Schroeder, Lucy, Lino, Sally, e atrás do Sofá estão Snoopy e Charlie

Escrito por Gabriela Romeu às 23h30

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Os truques da Truks

Elenco da Truks manipulam a Bruxinha, personagem da primeira peça do grupo

Há 20 anos nascia a companhia Truks, que é craque na arte de dar vida a bonecos, objetos e sombras. O grupo surgiu a partir do encontro de três talentosos manipuladores: Claudio Saltini, Henrique Sitchin e Verônica Gershman. Já nos primeiros anos o trio descobriu os truques da Truks - ou melhor, a magia do teatro de animação.

No caso da Truks, a técnica de animação mais usada é a do "bunraku", originária do Japão. Nesse jeito de animar os bonecos, há sempre três manipuladores (ou profissionais que dão vida aos objetos em cena). Um manipulador segura a cabeça (e esse é geralmente o mais experiente), outro manipulador segura as mãos e um terceiro manipula os pés. Imagine como eles têm que estar sintonizados nessa tarefa!

Para comemorar essas duas décadas na estrada, o pessoal da Truks, hoje dirigida por Henrique Sitchin, está em cartaz com todo o seu repertório na Funarte.

Na Folhinha de hoje (6/3), leia reportagem sobre o assunto. Confira o vídeo abaixo para saber um pouco mais do trabalho do grupo.

 

 Mostra da Truks
>> Funarte (al. Nothmann, 1.058, tel. 0/xx/11/3662-5177)
>> “Truks - A Bruxinha” (6 e 7/3); “Cidade Azul” (13 e 14/3); “Vovô” (20 e 21/3); “Gigante” (27 e 28/3); “Os Vizinhos” (3 e 4/4); “Zoo-Ilógico” (10 e 11/4); “E Se as Histórias Fossem Diferentes” (17 e 18/4); “O Senhor dos Sonhos” (24 e 25/4)
>> Aos sábados e domingos, às 16h
>> Grátis

Escrito por Gabriela Romeu às 01h22

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Blog da Folhinha O blog da Folhinha é um espaço virtual para interação das crianças com o suplemento impresso publicado pela Folha de S.Paulo aos sábados. É produzido pela editora, Patrícia Trudes da Veiga, pela editora-assistente, Gabriela Romeu, além de outros colaboradores.
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